sexta-feira, 5 de março de 2010

POETA, que o és!!

*




Hoje venho de longe
ler em cada verso (a verso)
uma lágrima não chorada
uma luz ainda por nascer
uma manhã (s)em poesia

Abro a janela de mansinho
deixo-te folhas de papel
um lápis de qualquer cor
A carvão de azul ou mar

Pouso suavemente uma mão
Uma mão cheia de palavras
Para nascerem novas manhãs
E poeta ao acordares digas:

- Hoje nasce de mim a poesia...

Parto no silêncio da noite
Deixo entreaberta a janela
Ao chegar o primeiro raio de sol
Junta as palavras e renasce...

(A cada verso, por tuas mãos)

POETA, que o és!!



( Nov 2007 )



*

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Um olhar pelo horizonte

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Lá fora chove!

O olhar perde-se pelo horizonte.

Aquecida pelo verde, mesmo em movimento, a tentação de registar os tons cinzentos de uma viagem, adivinhando sementes de papoilas que hão-de florir!

*








VOLTAREI À MINHA TERRA
Letra:Tiago Torres da Silva
Música: Armandinho
Arranjo: Pedro Jóia

Intérprete: Tereza Salgueiro

Voltarei à minha terra
quando já estiver cansada
do destino que me leva
a andar de estrada em estrada

por enquanto eu adivinho:
este destino que pra mim escolhi
vai chegando de mansinho
quando eu descubro o caminho
que me vai levar a ti

minha terra é a distãncia
minha casa é o segundo
em que eu lembro aquela ânsia
que me chega da infância
e me leva pelo mundo

por isso é que sou menina
e não vou mudar de idade
chamo terra à minha sina
e chamo casa à saudade

se o relógio se adianta
prende-me o fado à garganta
e obriga-me a cantar
como se a qualquer momento
se escutasse a voz do vento
nas profundezas do mar

mas se o ponteiro se atrasa
chamo terra e chamo casa
ao antes e ao depois,
quando seguimos sozinhos
vamos abrindo caminhos
onde às vezes cabem dois

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

EVA - Comme les blés


Comme les blés
Album: Comme les blés (1965)

Si tu devais partir
Oh ! Si tu devais partir
Je resterais là sans te rappeler
Je ne pourrais pas pleurer

Triste comme les blés
Quand le vent les a quittés
Comme la vague qui ne retient pas
Le voilier qui s'en va

Que pleure le vent pour moi
Ou qu'il me donne cent voix
Que la rivière pleure dans mes yeux
La fin de mon ciel bleu

Si tu dois revenir
Oh ! Si tu dois revenir
Je resterai là sans pouvoir marcher
Et comme enracinée

Tendre comme les blés
Que le vent a caressés
Comme la vague qui vient se coucher
Au ventre du voilier

Que chante le vent pour moi
Ou qu'il me donne cent voix
Que la lumière coule à travers moi
Au ciel de notre joie

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

O voo das gaivotas




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Um voo breve por"Palavras soltas"!!

E, ao passar, perguntaste-te :
- Ouvi a musica .... onde estão as palavras?!

Estão presas nas pontas dos dedos...
Em silêncio , talvez à espera de nada.
Ou aguardam a hora certa das gaivotas.

São palavras soltas , estas de hoje...
Como muitas que, divagando, voaram livres,
rumo a esse mar distante do meu olhar.

(Diz-me se é melhor partir, chegar ou esperar... )



domingo, 10 de janeiro de 2010

Às vezes nevava



Castelo Branco

A NEVE


«Às vezes nevava.
O céu oferecia a neve para poder entrar na folia,
como qualquer de nós cedia a bola para entrar no jogo.
Os dedos só gelavam nos primeiros instantes.
Daí a pouco tempo, as mãos ardiam como brasas.
Às vezes nevava.
Era um lençol branco e imenso, quase sem limites.
Mesmo assim, alguns levavam braçadas de neve para casa,
na esperança de que assim não derretesse.
Uma qualquer espécie de alquimia
haveria de conservar o gelo
e transformá-lo em miragem perene e mágica,
para íntimo deleite.
Às vezes nevava.
Fazíamos anafados bonecos com apêndices postiços,
bolas de arremesso,
construções que a imaginação
e a quantidade de gelo permitiam,
escorregas improvisados.
Às vezes nevava
sem sabermos muito bem porquê,
nem o préstimo de tanta alvura. »


DE: João De Sousa Teixeira
EM
:"CORPO DE POEMA "



Castelo Branco

Às vezes nevava

Como há muito tempo não fazia

Hoje a cidade vestiu-se de branco

Lavou-se de mágoas e trouxe magia

*

Às vezes nevava

E hoje ao abrir a janela por ela

entrou silenciosa no seu encanto

desfez-se em água pura alegria

*



quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Partir, andar...




O TEMPO
VIDA
AS HORAS
VENTO
O ANO
NOVO!


Palavras que dizemos

só porque nos fazem sentir bem...


Ou outras que calamos para não falar

do que parece sempre igual.

Que isto vai bem...

Ou até vai mal?

E os Anos Velhos ficam esquecidos?


Pois bem , nem tudo vai mal?


Ora, ainda bem !


PARTIR
ANDAR
PERMANECER
FALAR
NADA DIZER!
TUDO DESEJAR...

.

CAMINHANDO PARA 2010



UM FELIZ ANO NOVO!

.



quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Nasce mais uma vez...

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«Nasce mais uma vez
Menino Deus
Não faltes, que me faltas
Neste inverno gelado.
Nasce nu e sagrado
no meu poema,
se não tens um presépio
Mais agasalhado »

Miguel Torga





Natal é...
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FELIZ NATAL !

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Vida - divagações breves III




DA LUZ...


Quando olhares o céu,
uma estrela é sempre mais brilhante,
transforma o escuro em luar.
Quando ouvires uma melodia triste,
ao amanhecer, o canto do rouxinol
tudo inverte!


Se uma mágoa quiser apoderar-se de ti,
deixa o quente do sol beijar-te o rosto.
Se tiveres as mãos vazias deposita nelas
a suave cor, o toque de uma rosa.
(21 janeiro 2007)




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