Com ...
Madredeus e a Banda Cósmica
DA LUZ...
Quando olhares o céu,
uma estrela é sempre mais brilhante,
transforma o escuro em luar.
Quando ouvires uma melodia triste,
ao amanhecer, o canto do rouxinol
tudo inverte!
Se uma mágoa quiser apoderar-se de ti,
deixa o quente do sol beijar-te o rosto.
Se tiveres as mãos vazias deposita nelas
a suave cor, o toque de uma rosa.
(21 janeiro 2007)
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Guarda-jóias de minha Mãe
...era uma caixinha com aplicações de madrepérola, o guarda-jóias que poderia estar em cima de uma cómoda, no quarto de minha mãe. Talvez com anéis, pulseiras e , quem sabe, algum bilhete especial, bem dobrado e guardado cuidadosamente....
Aquele guarda- jóias não era meu mas cuidava-o como se o fosse! Não tinha ouro ou missangas, bilhetes nem segredos ; apenas os pequenos espelhos, divisórias em veludo vermelho, a bailarina e um botão de corda!
Pé ante pé, quantas vezes me escondi num cantinho da sala grande para lhe tocar. Devagarinho, levantava a tampa e via aquela bailarina vestida de tule rosa. Rodava, rodopiava e eu não me cansava de a olhar! Repetia vezes sem conta o mesmo gesto de lhe dar corda para mais um instante mágico de dança....
Hoje ainda está no mesmo lugar. Quando o vejo, nem sempre o abro... Olho e sorrio para mim.Por breves instantes relembro esses tempos, outros tempos, de menina.
Talvez haja um tempo certo para sentir a magia de uma caixinha de música (ou não!) .
Há lembranças que ficam, sempre.
Musica "Papa Can You Hear Me?"
Chuva ou sol nem sempre importa!
O tempo que faz não corresponde ao tempo que temos ou inventamos ,se queremos!
Damos a desculpa da falta de tempo quando"chove" e o chapéu de chuva é só nosso...
não podemos molhar o rosto?!
E mesmo se faz sol, escondemo-nos na primeira sombra ( até de nós mesmos), num recanto qualquer!
Quando nos revelamos como podemos ou queremos, soltam-se pedaços do que somos e percebemos que o tempo também nos pertence! No abraço dado,o momento de um passeio ,nas cumplicidades, o Viver...
Momentos felizes algumas vezes são feitos de gestos simples, no crer e querer!
( perdi o meu chapéu de chuva!!)
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Ballet (fotografia - retirada da net - )
DESEJO
Música: " Desejo"
Vox & Friends / Vox Trio

No ano de 1927, Sidónio Pais terá habitado também por este espaço. Se o sentiu como casa, isso ultrapassa o meu conhecimento e não vou por aí dar largas ao imaginário. Deixo essa parte de lado,no que poderá ser confirmado ou não em registos de época.
No Ano de ______ , terá sido criado o Instituto Sidónio Pais. Dessa data também não tenho memória! Registos ou outras informações, não encontrei pelas vias habituais a que tenho acesso por aqui.
No ano de 1972, acho que estive por lá!!
Algumas vezes os espaços por onde nos movemos também são importantes mas devemos conseguir "encerrar" certos espaços ( de tempo passado) e deitar fora a chave!
III - Painel do tempo

No Ano de 2008, se acontecer, será agradável visitar este magnífico espaço e, quem sabe, tomar um café!!
São muito bonitos os painéis de azulejos setecentistas ( ... lembro-me sim !)
(Agora, sem ironia,sem o cinzento de alguns momentos do passado, sei que um dia desses, se passar por perto, não resistirei a espreitar por uma das vidraças...)- 11 Janeiro 2008 - Mª Jose M.
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Música: "Pavane" - Aria. Vol.2
Música: "Ansias del Alba" por - Santiago Feliú
PRIMAVERA NA RAIA II
«Aqui, a matriz é de oiro intenso
e o vento descuida o passaporte.
Manda o sol. E, com um pouco de sorte,
é a este lugar que eu pertenço.
Por agora, é na raia beirã que penso,
na Campina impressiva e forte.
Além, espanhas, o horizonte, o corte
umbilical, nivelado e denso.
Deixo no trigo, já segado, o meu olhar
diluir-se entre a filigrana e os lilases.
Regresso à terra, faço as pazes
com este chão materno que me implora
o verbo e a alma sem demora
e me obriga, mais uma vez, a sonhar. »
[ João de Sousa Teixeira ]
Dez. 2007
Música: "Horizon" - Aria. Vol.2
A urze cresce rasteira pelos pinhais.
Entre o verde, surge pelas encostas.
Quase em silêncio, adivinha o calor,
Nos passeios alegres das crianças!
Em brincadeiras ou jogos de bola,
Refrescam os seus pés em ribeiros;
Nas águas límpidas, aquecidas pelo sol.
Quando olhei esta fotografia, revivi a infância.
Passeios a pé ou de bicicleta, pelos caminhos da minha aldeia.
Um dia, o fogo levou aquele encanto.
Pouco ficou do brilho da urze!
Negros, os fetos, as giestas e a esteva de flor branca.
Entre o pinhal perdido, queimado e esquecido!
(...)
Música: "Lullabye (Sviraj)" - Aria. Vol.2
Flor do Campo - Fotografia de M.S. ( 2006)
Flor do Campo
Pedaços de terra esquecida,
Jardim de mil flores,
Semeado por mãos de menina.
Reflexos de um olhar,
No doce sorriso,
De quem sabe esperar!
Secretas pétalas,
No corpo do tempo.
A cor do vento,
Semeia novos caminhos...
Estrela do Mar,
Em corpo de Mulher,
Num desejo circular...
(Outubro 06)
Flor do Campo I
Esquecem algumas fragilidades e soltas
Germinam a cada instante, sem medos.
Docemente tomam forma, ganham vida.
Efémeras, penetram a terra no tempo,
Transformam suas tristezas numa dança.
Renovam-se naquela estranha claridade
Que se entranha silenciosa no novo dia!
Que lhes importa se um tempo vaidoso
Endureceu algumas das velhas árvores?
Altivas, rejeitam mudanças do novo dia!
Renovam-se a cada momento, voz estranha
Ora suave e calma, ou silenciosamente fresca
Na noite as embala e adormece, sem medos...
(Abril 07)
Flor do Campo I I
Algo maior te ligou ao chão, à terra,
Abraça o vento onde nasceste, flor.
De ouro vestida em pétalas de fogo,
Frágil, saboreias o brilho forte do sol.
O tempo certo, refrescará teu canto!
(Maio 07)
Flor do Campo I I I
O tempo certo, refrescará teu canto?
Repousas dessa tua viagem e suave
adormeces na terra que te viu nascer!
No silêncio, permaneces sob um manto
e deixas correr o tempo longo ou breve,
num olhar solto para além do horizonte.
Se tuas pétalas foram orvalho, noite ou luz
não foi só pelo lamento, também pela Vida!
Da terra esquecida, aqui te deixo, FLOR...
(1 Agosto 07)
Flor do Campo IV
Mais que o querer falar (te)
das flores peço o teu perdão
Pelo tempo de alvos e puros
Esses, os cravos, em tua mão
Hoje são, vindas de longe,
outras cores ou ilusões, luz
feita sonho de urze no verso
Um tempo novo, em ti, seduz
(16 Nov. 07)
Música: Crepúsculo - (Coimbra - Espírito e Raíz)
Cavalos... - 2006
acrílico sobre tela , 70 x 70 cm, de L. Silveira
Sem cordas que os amarrem
a descoberta de novos campos
Sem memórias , livres correm
velozes ou a passo, por dias soltos
Musica: "O Primeiro dia..." * Sérgio Godinho