Quarta-feira, Novembro 18

A Comunhão das Vozes





A Comunhão das Vozes

Com ...

Madredeus e a Banda Cósmica


Quarta-feira, Setembro 2

Vida - divagações breves III




DA LUZ...


Quando olhares o céu,
uma estrela é sempre mais brilhante,
transforma o escuro em luar.
Quando ouvires uma melodia triste,
ao amanhecer, o canto do rouxinol
tudo inverte!


Se uma mágoa quiser apoderar-se de ti,
deixa o quente do sol beijar-te o rosto.
Se tiveres as mãos vazias deposita nelas
a suave cor, o toque de uma rosa.
(21 janeiro 2007)




*

*

Terça-feira, Agosto 11

MEU FADO DE ESTUDANTE ...

Aguarela de Paulo Santiago - Fev. 1980


Gotas leves molham o rosto
lavam o silêncio num olhar triste


Das paredes já disformes
palavras cristalinas reflectem luz
Do grito nascem lágrimas
que repousam nas mãos frias


Tarde de Inverno!


(1980)
.
.
Hoje sorrio ao lembrar esses tempos ( antes e depois de 1980).
Em Janeiro desse ano, a alegria do regresso a casa mas também a saudade dos amigos que nunca mais vi.
Novos desafios surgiram no horizonte ...
Outros "fados", um mesmo "destino", o meu!
.
.
Madrededeus--Faluas do Tejo

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Sábado, Agosto 1

FADO DO ESTUDANTE

(também conhecido pelo nome "fado do Vasquinho")

«Que negra sina ver-me assim
Que sorte vil degradante
Ai que saudade eu sinto em mim
Do meu viver de estudante

Nesse fugaz tempo de Amor
Que de um rapaz é o melhor
Era um audaz conquistador das raparigas
De capa ao ar cabeça ao léu
Só para amar vivia eu
Sem me ralar e tudo mais eram cantigas.

Nenhuma delas me prendeu
Deixá-las eu era canja
Até o dia em que apareceu
Essa traidora da franja

Sempre a tinir sem um tostão
Batina a abrir por um rasgão
Botas a rir ,um bengalão e ar descarado
A vadiar com outros mais
Ia dançar para os arraiais
Para namorar beber, folgar, cantar o fado

Recordo agora com saudade
Os calhamaços que eu lia
Os professores da faculdade
E a mesa da anatomia

Invoco em mim recordações
Que não têm fim dessas lições
Frente ao jardim do velho campo de Santana
Aulas que eu dava e se eu estudasse
Onde ainda estava nessa classe
A que eu faltava sete dias por semana

O Fado é toda a minha fé
Embala, encanta e inebria
Pois chega a ser bonito até
Na radio - telefonia

Quando é tocado com calor
Bem atirado e a rigor
É belo o Fado, ninguém há que lhe resista
É a canção mais popular, tem emoção faz-nos vibrar
Eis a razão de eu ser Doutor e ser Fadista»


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O "Fado do estudante" foi interpretado pela primeira vez por Vasco Santana no filme "A Canção de Lisboa" de Cottinelli Telmo.

Realizado em 1933, foi o primeiro filme sonoro feito em Portugal.



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Quinta-feira, Julho 9

Vida - divagações breves II



Guarda-jóias de minha Mãe

...era uma caixinha com aplicações de madrepérola, o guarda-jóias que poderia estar em cima de uma cómoda, no quarto de minha mãe. Talvez com anéis, pulseiras e , quem sabe, algum bilhete especial, bem dobrado e guardado cuidadosamente....

Aquele guarda- jóias não era meu mas cuidava-o como se o fosse! Não tinha ouro ou missangas, bilhetes nem segredos ; apenas os pequenos espelhos, divisórias em veludo vermelho, a bailarina e um botão de corda!

Pé ante pé, quantas vezes me escondi num cantinho da sala grande para lhe tocar. Devagarinho, levantava a tampa e via aquela bailarina vestida de tule rosa. Rodava, rodopiava e eu não me cansava de a olhar! Repetia vezes sem conta o mesmo gesto de lhe dar corda para mais um instante mágico de dança....

Hoje ainda está no mesmo lugar. Quando o vejo, nem sempre o abro... Olho e sorrio para mim.Por breves instantes relembro esses tempos, outros tempos, de menina.

Talvez haja um tempo certo para sentir a magia de uma caixinha de música (ou não!) .

Há lembranças que ficam, sempre.

Quarta-feira, Julho 1

Vida - divagações breves I




Musica "Papa Can You Hear Me?"


Chuva ou sol nem sempre importa!
O tempo que faz não corresponde ao tempo que temos ou inventamos ,se queremos!

Damos a desculpa da falta de tempo quando"chove" e o chapéu de chuva é só nosso...
não podemos molhar o rosto?!

E mesmo se faz sol, escondemo-nos na primeira sombra ( até de nós mesmos), num recanto qualquer!

Quando nos revelamos como podemos ou queremos, soltam-se pedaços do que somos e percebemos que o tempo também nos pertence! No abraço dado,o momento de um passeio ,
nas cumplicidades, o Viver...

Momentos felizes algumas vezes são feitos de gestos simples, no crer e querer!

( perdi o meu chapéu de chuva!!)


Sexta-feira, Maio 15

Partir ou Chegar? I





Procuraremos sempre os caminhos que nos façam sentir em casa ?!

Segunda-feira, Abril 20

Carta à Primavera

- imagem retirada da net - autor(a) desconhecido(a) -

Quarta-feira, Abril 1

Corpo de Poema

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Capa do livro - "Ro(s)tos do meu País"
*
Com "CORPO DE POEMA " nasce um novo espaço.
.
.
Transcrevo :
"Foi em Maio de 1972 – sim, não tarda, há 37 anos – que o Ambrósio concebeu a capa e o arranjo gráfico dos versos que em livro primeiro atirei à rua. É justo aqui salientar o Ambrósio Ferreira pelo seu desvelo, mas foram mais os que se empenharam nesta quase conspirativa ideia de lançar um livro de poemas de combate, contra medos, ventos e marés."
.
.
Não vou falar da obra do Poeta que é vasta e rica não só na poesia como nas crónicas que sempre gostei de ler.
Tenho aqui dois dos livros publicados. "Ro(s)tos do meu País"e "Rebuçados, Caramelos e Sonetos"
Deste último, deixo-vos um "Rebuçado"
.
.
Na minha modesta opinião
.
"Para quê teimar,
se digo sim e você não.
Uma coisa é opinar
outra é ter razão.
.
Uso do contraditório,
admito.
Sempre dá mais falatório
e, se fizer falta, repito.
.
Em vez de bomba, botija;
em vez de bronco, bronquite.
Mas, 'spere aí, não se aflija,
é apenas um palpite.
.
Isto de opinar tem
muito que se lhe diga:
o doador é quem
com a doação fica."
.
Em: Rebuçados, Caramelos & Sonetos"
João de Sousa Teixeira

Quarta-feira, Fevereiro 18

Castelos no ar ...

Fotografia de Martina Skorob
"Dandelion"
"Ninguém vê
O dia a nascer
O amanhecer
Ninguém vê
A vida acontecer
Ninguém faz castelos
No ar
E não há quem queira
Sonhar
Já ninguém pára
P'ra ver em vez de olhar
Já não há
Quem repare no luar"
(Da letra de: "Castelos no ar" )
Fotografia de Martina Skorob
" princeza petra voli maslacke"

I

"Hoje fiz de conta
Que o mundo era meu
Quis pinta-lo alegre
Como eu
Mostrar a toda gente
O que estava a sentir
Como as coisas simples
Nos fazem sorrir
II
Hoje fiz de conta
Que tinha o mundo na mão
Quis que não fosse um deserto
De solidão
Toda gente corre
Sem saber
E passa pela vida
Sem viver"
(...)

(Da letra de : "Castelos no ar")

*

Música:" Castelos no ar"
Rita Guerra

Quinta-feira, Janeiro 1

Partir ou chegar ?






Quarta-feira, Dezembro 3

Natal





Tempo frio

Tempo quente


O quente da neve que chega e faz as delícias das crianças!

O frio no corpo de quem nada pede porque nada espera...


O quente da lareira acesa em laços feitos de esperança .

O frio que passa quando o melhor presente é a estrela ,

Em forma de Abraço , nas mãos de uma criança.





musica - Joan Baez - What Child Is This




Sexta-feira, Abril 18

Palavras Soltas, entre tons e sons !


I - Um Tesouro...


Em noites calmas de luar
Uma estrela brilha de mansinho

Brincam e sorriem como crianças
Falam para não se sentirem sós
Choram quando se escondem
São como as aves de penas soltas
Tocam a terra sentem o sal do mar
Fazem castelos na areia das praias

Os verdadeiros tesouros da Vida
Não são ouro ou diamantes
(em Além do horizonte... 6 junho 07)




II - Um laço...

... Lembrando Exupery, há pessoas que se esqueceram de como é importante criar laços...

Mesmo que se solte uma lágrima de saudade num momento seguinte...

Um laço que nasce , enlaça, abraça, cresce, ama, vive...

Não se desfazem laços quando foram vividos de verdade.

Por vezes soltam-se as pontas mas fica sempre o nó que devemos guardar em nós como um tesouro, apesar da mágoa...

De diferentes laços que criamos todos nos completam , fazendo-nos sentir e ser...

Olhar o céu, ver um sorriso na estrela mais brilhante, é como lembrar uma enchente de maré.
A ligação entre o céu, a terra e o mar.

Quem tem a capacidade de sonhar não foge do real mas complementa-o de uma forma diferente .

Até já ...

Quinta-feira, Março 6

Danças, entre tons e sons


Ballet

(fotografia - retirada da net - )





DESEJO

Livre, ao sabor do vento,
Como rosa do deserto.
Vestida estrela-mulher,
Noite calma, doce luar,
Cor de nuvem por te querer,
Como as gaivotas voar!


Cor de nuvem por te querer,
Em dia certo de não chover.
Como suave mar fosse,
Abraçar-me quando chegar...
O gosto do tempo doce,
No nosso olhar, navegar.


Soltou a âncora sem dizer,
Porque é dia de não chover!
Leve rosa do deserto,
Momento certo de amar,
Sopro quente, inquieto,
Nosso barco se fez ao mar.


[refrão]


A gota solta do beijo,
Margem de linho esguio.
Rodopia no meu desejo,
Por ti, sempre leito de rio!
*



( Mª Jose M. --Nov. 2006)







Música: " Desejo"

Vox & Friends / Vox Trio


Quarta-feira, Janeiro 9

Painel do tempo



I - Por séculos de um passado imaginário

ARTEH® Info H. REAL PALACIO - Lisboa





No Paço Real guarda-se a memória de outros rostos,
Painel do Tempo, unindo pedaços soltos, história(s)

Uma carruagem antiga, a pressa, a visita inesperada.


Cumplicidades, vestidos longos, em festas de gala.
O choro de quem chega ao Mundo, embalo de amas,
Por mãe, na dor sublime e filial, alegria plena , Vida.



Uma carta escrita ao sabor da pena, o romance anuncia.
Cetins e sapatos de verniz, chapéu de plumas, em espera.
Ou o lamento da perda, um amor impossivel , a renúncia.




No castiçal de prata , outra luz indica caminhos na noite.
Tempo de repouso ou a fuga para um destino qualquer...
Há os que dormem em sossego, outros partem sem norte!


I I - Memórias...

No ano de 1927, Sidónio Pais terá habitado também por este espaço. Se o sentiu como casa, isso ultrapassa o meu conhecimento e não vou por aí dar largas ao imaginário. Deixo essa parte de lado,no que poderá ser confirmado ou não em registos de época.

No Ano de ______ , terá sido criado o Instituto Sidónio Pais. Dessa data também não tenho memória! Registos ou outras informações, não encontrei pelas vias habituais a que tenho acesso por aqui.

No ano de 1972, acho que estive por lá!!

Embora a ironia nem sempre faça parte do que escrevo, parece-me, neste caso particular, um bom caminho!
Desses anos,muitas lembranças ficaram mas (e não havendo memória... ) o melhor mesmo talvez seja pensar:
- Não, não foi aqui que estive!!!
Fazendo uso de alguma criatividade e da capacidade de recorrer ao sonho...
-Não me apetece ter pesadelos!!!
(Esse lugar tinha outras cores...
Um uniforme em azul e branco, muitos rostos, muitos dias e longas noites...
Cedendo à tentação de lembrar, quase vislumbro uma enorme palmeira num dos pátios.
Sons e tons de outro tempo.
Ah! E como peça de vestuário, o xadrez miudinho das batas...
Saudades?? De algumas pessoas, sim.
Do espaço em si?? Do que foi?? Já não! )

Algumas vezes os espaços por onde nos movemos também são importantes mas devemos conseguir "encerrar" certos espaços ( de tempo passado) e deitar fora a chave!

Ficam estas palavras soltas, sem mágoas, sem ressentimentos ou de má memória!
(Não fui eu, nao foi a Maria, a Ana, a ..., a ... )
Ao longo da vida atribuem-nos números pelos mais diversos motivos. Continuaremos, em todos os casos, a ser considerados e tratados como pessoas?
Gostaria de dizer que sim...
- Que será feito de ti, número 9 ?
  • Encerro este capítulo!

III - Painel do tempo

ARTEH® Info - H. REAL PALACIO - Lisboa



No Ano de 2008, se acontecer, será agradável visitar este magnífico espaço e, quem sabe, tomar um café!!

São muito bonitos os painéis de azulejos setecentistas ( ... lembro-me sim !)

(Agora, sem ironia,sem o cinzento de alguns momentos do passado, sei que um dia desses, se passar por perto, não resistirei a espreitar por uma das vidraças...)

- 11 Janeiro 2008 - Mª Jose M.

___________________

  • "O Palácio Guedes Quinhones é uma Casa nobre construida no SÉC XVII e anexa ao Hotel Real Palácio. Trata-se de um exemplar característico da arquitectura "estilo chão" que foi a residência da Familia Quinhones durante 10 gerações.

  • Em 1927, foi residência do Presidente Sidónio Pais.
  • Recentamente restaurado este palacete conservou o seu interior magnífico e atmosfera romântica da época. Conserva no seu interior um importante conjunto de belíssimos painéis de azulejos setecentistas atribuídos à oficina do mestre P.M.P. "
( em - portugalvirtual )


Música: "Pavane" - Aria. Vol.2



Domingo, Dezembro 30

Da Natureza ao Homem...




[ Danças....] - 'Olhares..com'


"O sol é para as flores o que os sorrisos são para a humanidade"
Joseph Addison




Música: "Ansias del Alba" por - Santiago Feliú

Quarta-feira, Dezembro 19

Regresso à terra ( ... Raia II )

Primavera na Raia II - 2007
acrílico sobre tela , 100 x 150 cm, de © L. Silveira
http://www.luis-silveira.com/





PRIMAVERA NA RAIA II


«Aqui, a matriz é de oiro intenso
e o vento descuida o passaporte.
Manda o sol. E, com um pouco de sorte,
é a este lugar que eu pertenço.

Por agora, é na raia beirã que penso,
na Campina impressiva e forte.
Além, espanhas, o horizonte, o corte
umbilical, nivelado e denso.

Deixo no trigo, já segado, o meu olhar
diluir-se entre a filigrana e os lilases.
Regresso à terra, faço as pazes

com este chão materno que me implora
o verbo e a alma sem demora
e me obriga, mais uma vez, a sonhar. »


[ João de Sousa Teixeira ]

Dez. 2007




Música: "Horizon" - Aria. Vol.2

Domingo, Dezembro 2

Urze

Moitas
Arte Digital - Photos
Fotografia de © Armando Cardoso



A urze cresce rasteira pelos pinhais.

Entre o verde, surge pelas encostas.

Quase em silêncio, adivinha o calor,

Nos passeios alegres das crianças!

Em brincadeiras ou jogos de bola,

Refrescam os seus pés em ribeiros;

Nas águas límpidas, aquecidas pelo sol.





Quando olhei esta fotografia, revivi a infância.

Passeios a pé ou de bicicleta, pelos caminhos da minha aldeia.

Um dia, o fogo levou aquele encanto.

Pouco ficou do brilho da urze!

Negros, os fetos, as giestas e a esteva de flor branca.

Entre o pinhal perdido, queimado e esquecido!

(...)




Música: "Lullabye (Sviraj)" - Aria. Vol.2

Sexta-feira, Novembro 16

Flor do Campo

Flor do Campo - Fotografia de M.S. ( 2006)

Flor do Campo


Pedaços de terra esquecida,

Jardim de mil flores,

Semeado por mãos de menina.

Reflexos de um olhar,

No doce sorriso,

De quem sabe esperar!


Secretas pétalas,

No corpo do tempo.

A cor do vento,

Semeia novos caminhos...


Estrela do Mar,
Em corpo de Mulher,
Num desejo circular...

(Outubro 06)



Flor do Campo I


Esquecem algumas fragilidades e soltas
Germinam a cada instante, sem medos.
Docemente tomam forma, ganham vida.
Efémeras, penetram a terra no tempo,
Transformam suas tristezas numa dança.
Renovam-se naquela estranha claridade
Que se entranha silenciosa no novo dia!

Que lhes importa se um tempo vaidoso
Endureceu algumas das velhas árvores?
Altivas, rejeitam mudanças do novo dia!


Renovam-se a cada momento, voz estranha
Ora suave e calma, ou silenciosamente fresca
Na noite as embala e adormece, sem medos...
(Abril 07)





Flor do Campo I I


Algo maior te ligou ao chão, à terra,
Abraça o vento onde nasceste, flor.

De ouro vestida em pétalas de fogo,
Frágil, saboreias o brilho forte do sol.
O tempo certo, refrescará teu canto!
(Maio 07)


Flor do Campo I I I

O tempo certo, refrescará teu canto?
Repousas dessa tua viagem e suave
adormeces na terra que te viu nascer!

No silêncio, permaneces sob um manto
e deixas correr o tempo longo ou breve,
num olhar solto para além do horizonte.

Se tuas pétalas foram orvalho, noite ou luz
não foi só pelo lamento, também pela Vida!

Da terra esquecida, aqui te deixo, FLOR...

(1 Agosto 07)

Além do Horizonte

Flor do Campo IV


Mais que o querer falar (te)
das flores peço o teu perdão
Pelo tempo de alvos e puros
Esses, os cravos, em tua mão


Hoje são, vindas de longe,
outras cores ou ilusões, luz
feita sonho de urze no verso
Um tempo novo, em ti, seduz


(16 Nov. 07)







Música: Crepúsculo - (Coimbra - Espírito e Raíz)

Sábado, Outubro 20

Primeiro dia...

Cavalos... - 2006
acrílico sobre tela , 70 x 70 cm, de L. Silveira

http://www.luis-silveira.com/


Sem cordas que os amarrem

a descoberta de novos campos

Sem memórias , livres correm

velozes ou a passo, por dias soltos




Musica: "O Primeiro dia..." * Sérgio Godinho