sábado, 1 de agosto de 2009
FADO DO ESTUDANTE
«Que negra sina ver-me assim
Que sorte vil degradante
Ai que saudade eu sinto em mim
Do meu viver de estudante
Nesse fugaz tempo de Amor
Que de um rapaz é o melhor
Era um audaz conquistador das raparigas
De capa ao ar cabeça ao léu
Só para amar vivia eu
Sem me ralar e tudo mais eram cantigas.
Nenhuma delas me prendeu
Deixá-las eu era canja
Até o dia em que apareceu
Essa traidora da franja
Sempre a tinir sem um tostão
Batina a abrir por um rasgão
Botas a rir ,um bengalão e ar descarado
A vadiar com outros mais
Ia dançar para os arraiais
Para namorar beber, folgar, cantar o fado
Recordo agora com saudade
Os calhamaços que eu lia
Os professores da faculdade
E a mesa da anatomia
Invoco em mim recordações
Que não têm fim dessas lições
Frente ao jardim do velho campo de Santana
Aulas que eu dava e se eu estudasse
Onde ainda estava nessa classe
A que eu faltava sete dias por semana
O Fado é toda a minha fé
Embala, encanta e inebria
Pois chega a ser bonito até
Na radio - telefonia
Quando é tocado com calor
Bem atirado e a rigor
É belo o Fado, ninguém há que lhe resista
É a canção mais popular, tem emoção faz-nos vibrar
Eis a razão de eu ser Doutor e ser Fadista»
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O "Fado do estudante" foi interpretado pela primeira vez por Vasco Santana no filme "A Canção de Lisboa" de Cottinelli Telmo.
Realizado em 1933, foi o primeiro filme sonoro feito em Portugal.
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quinta-feira, 9 de julho de 2009
Vida - divagações breves II
Guarda-jóias de minha Mãe
...era uma caixinha com aplicações de madrepérola, o guarda-jóias que poderia estar em cima de uma cómoda, no quarto de minha mãe. Talvez com anéis, pulseiras e , quem sabe, algum bilhete especial, bem dobrado e guardado cuidadosamente....
Aquele guarda- jóias não era meu mas cuidava-o como se o fosse! Não tinha ouro ou missangas, bilhetes nem segredos ; apenas os pequenos espelhos, divisórias em veludo vermelho, a bailarina e um botão de corda!
Pé ante pé, quantas vezes me escondi num cantinho da sala grande para lhe tocar. Devagarinho, levantava a tampa e via aquela bailarina vestida de tule rosa. Rodava, rodopiava e eu não me cansava de a olhar! Repetia vezes sem conta o mesmo gesto de lhe dar corda para mais um instante mágico de dança....
Hoje ainda está no mesmo lugar. Quando o vejo, nem sempre o abro... Olho e sorrio para mim.Por breves instantes relembro esses tempos, outros tempos, de menina.
Talvez haja um tempo certo para sentir a magia de uma caixinha de música (ou não!) .
Há lembranças que ficam, sempre.
quarta-feira, 1 de julho de 2009
Vida - divagações breves I
Musica "Papa Can You Hear Me?"
Chuva ou sol nem sempre importa!
O tempo que faz não corresponde ao tempo que temos ou inventamos ,se queremos!
Damos a desculpa da falta de tempo quando"chove" e o chapéu de chuva é só nosso...
não podemos molhar o rosto?!
E mesmo se faz sol, escondemo-nos na primeira sombra ( até de nós mesmos), num recanto qualquer!
Quando nos revelamos como podemos ou queremos, soltam-se pedaços do que somos e percebemos que o tempo também nos pertence! No abraço dado,o momento de um passeio ,nas cumplicidades, o Viver...
Momentos felizes algumas vezes são feitos de gestos simples, no crer e querer!
( perdi o meu chapéu de chuva!!)
sexta-feira, 15 de maio de 2009
segunda-feira, 20 de abril de 2009
quarta-feira, 1 de abril de 2009
Corpo de Poema
.
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
Castelos no ar ...
"Hoje fiz de conta
(Da letra de : "Castelos no ar")
Música:" Castelos no ar"
*
quinta-feira, 1 de janeiro de 2009
quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
Natal
Tempo frio
Tempo quente
O quente da neve que chega e faz as delícias das crianças!
O frio no corpo de quem nada pede porque nada espera...
O quente da lareira acesa em laços feitos de esperança .
O frio que passa quando o melhor presente é a estrela ,
Em forma de Abraço , nas mãos de uma criança.
musica - Joan Baez - What Child Is This
https://youtu.be/sQl5FMdKdw4
sexta-feira, 18 de abril de 2008
Palavras Soltas, entre tons e sons !
Em noites calmas de luar
Uma estrela brilha de mansinho
Falam para não se sentirem sós
Choram quando se escondem
São como as aves de penas soltas
Tocam a terra sentem o sal do mar
Fazem castelos na areia das praias
Os verdadeiros tesouros da Vida
Não são ouro ou diamantes
... Lembrando Exupery, há pessoas que se esqueceram de como é importante criar laços...
Um laço que nasce , enlaça, abraça, cresce, ama, vive...
Não se desfazem laços quando foram vividos de verdade.
Por vezes soltam-se as pontas mas fica sempre o nó que devemos guardar em nós como um tesouro, apesar da mágoa...
De diferentes laços que criamos todos nos completam , fazendo-nos sentir e ser...
Olhar o céu, ver um sorriso na estrela mais brilhante, é como lembrar uma enchente de maré.
A ligação entre o céu, a terra e o mar.
Quem tem a capacidade de sonhar não foge do real mas complementa-o de uma forma diferente .





