sexta-feira, 18 de abril de 2008

Palavras Soltas, entre tons e sons !


I - Um Tesouro...

Em noites calmas de luar
Uma estrela brilha de mansinho

Brincam e sorriem como crianças
Falam para não se sentirem sós
Choram quando se escondem
São como as aves de penas soltas
Tocam a terra sentem o sal do mar
Fazem castelos na areia das praias

Os verdadeiros tesouros da Vida
Não são ouro ou diamantes
(em Além do horizonte... 6 junho 07)






II - Um laço...

... Lembrando Exupery, há pessoas que se esqueceram de como é importante criar laços...

Mesmo que se solte uma lágrima de saudade num momento seguinte...

Um laço que nasce , enlaça, abraça, cresce, ama, vive...

Não se desfazem laços quando foram vividos de verdade.

Por vezes soltam-se as pontas mas fica sempre o nó que devemos guardar em nós como um tesouro, apesar da mágoa...

De diferentes laços que criamos todos nos completam , fazendo-nos sentir e ser...

Olhar o céu, ver um sorriso na estrela mais brilhante, é como lembrar uma enchente de maré.
A ligação entre o céu, a terra e o mar.

Quem tem a capacidade de sonhar não foge do real mas complementa-o de uma forma diferente .


Até já ...

quinta-feira, 6 de março de 2008

Danças, entre tons e sons


Ballet

(fotografia - retirada da net - )




DESEJO
Livre, ao sabor do vento,
Como rosa do deserto.
Vestida estrela-mulher,
Noite calma, doce luar,
Cor de nuvem por te querer,
Como as gaivotas voar!


Cor de nuvem por te querer,
Em dia certo de não chover.
Como suave mar fosse,
Abraçar-me quando chegar...
O gosto do tempo doce,
No nosso olhar, navegar.


Soltou a âncora sem dizer,
Porque é dia de não chover!
Leve rosa do deserto,
Momento certo de amar,
Sopro quente, inquieto,
Nosso barco se fez ao mar.


[refrão]


A gota solta do beijo,
Margem de linho esguio.
Rodopia no meu desejo,
Por ti, sempre leito de rio!
*


( Mª Jose M. --Nov. 2006)








Música: " Desejo"
Vox & Friends / Vox Trio

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Painel do tempo



I - Por séculos de um passado imaginário

ARTEH® Info H. REAL PALACIO - Lisboa





No Paço Real guarda-se a memória de outros rostos,
Painel do Tempo, unindo pedaços soltos, história(s)

Uma carruagem antiga, a pressa, a visita inesperada.


Cumplicidades, vestidos longos, em festas de gala.
O choro de quem chega ao Mundo, embalo de amas,
Por mãe, na dor sublime e filial, alegria plena , Vida.



Uma carta escrita ao sabor da pena, o romance anuncia.
Cetins e sapatos de verniz, chapéu de plumas, em espera.
Ou o lamento da perda, um amor impossivel , a renúncia.




No castiçal de prata , outra luz indica caminhos na noite.
Tempo de repouso ou a fuga para um destino qualquer...
Há os que dormem em sossego, outros partem sem norte!


I I - Memórias...

No ano de 1927, Sidónio Pais terá habitado também por este espaço. Se o sentiu como casa, isso ultrapassa o meu conhecimento e não vou por aí dar largas ao imaginário. Deixo essa parte de lado,no que poderá ser confirmado ou não em registos de época.

No Ano de ______ , terá sido criado o Instituto Sidónio Pais. Dessa data também não tenho memória! Registos ou outras informações, não encontrei pelas vias habituais a que tenho acesso por aqui.

No ano de 1972, acho que estive por lá!!

Embora a ironia nem sempre faça parte do que escrevo, parece-me, neste caso particular, um bom caminho!
Desses anos,muitas lembranças ficaram mas (e não havendo memória... ) o melhor mesmo talvez seja pensar:
- Não, não foi aqui que estive!!!
Fazendo uso de alguma criatividade e da capacidade de recorrer ao sonho...
-Não me apetece ter pesadelos!!!
(Esse lugar tinha outras cores...
Um uniforme em azul e branco, muitos rostos, muitos dias e longas noites...
Cedendo à tentação de lembrar, quase vislumbro uma enorme palmeira num dos pátios.
Sons e tons de outro tempo.
Ah! E como peça de vestuário, o xadrez miudinho das batas...
Saudades?? De algumas pessoas, sim.
Do espaço em si?? Do que foi?? Já não! )

Algumas vezes os espaços por onde nos movemos também são importantes mas devemos conseguir "encerrar" certos espaços ( de tempo passado) e deitar fora a chave!

Ficam estas palavras soltas, sem mágoas, sem ressentimentos ou de má memória!
(Não fui eu, nao foi a Maria, a Ana, a ..., a ... )
Ao longo da vida atribuem-nos números pelos mais diversos motivos. Continuaremos, em todos os casos, a ser considerados e tratados como pessoas?
Gostaria de dizer que sim...
- Que será feito de ti, número 9 ?
  • Encerro este capítulo!

III - Painel do tempo

ARTEH® Info - H. REAL PALACIO - Lisboa



No Ano de 2008, se acontecer, será agradável visitar este magnífico espaço e, quem sabe, tomar um café!!

São muito bonitos os painéis de azulejos setecentistas ( ... lembro-me sim !)

(Agora, sem ironia,sem o cinzento de alguns momentos do passado, sei que um dia desses, se passar por perto, não resistirei a espreitar por uma das vidraças...)

- 11 Janeiro 2008 - Mª Jose M.

___________________

  • "O Palácio Guedes Quinhones é uma Casa nobre construida no SÉC XVII e anexa ao Hotel Real Palácio. Trata-se de um exemplar característico da arquitectura "estilo chão" que foi a residência da Familia Quinhones durante 10 gerações.

  • Em 1927, foi residência do Presidente Sidónio Pais.
  • Recentamente restaurado este palacete conservou o seu interior magnífico e atmosfera romântica da época. Conserva no seu interior um importante conjunto de belíssimos painéis de azulejos setecentistas atribuídos à oficina do mestre P.M.P. "
( em - portugalvirtual )


Música: "Pavane" - Aria. Vol.2



domingo, 30 de dezembro de 2007

Da Natureza ao Homem...




[ Danças....] - 'Olhares..com'


"O sol é para as flores o que os sorrisos são para a humanidade"
Joseph Addison




Música: "Ansias del Alba" por - Santiago Feliú

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

Regresso à terra ( ... Raia II )

Primavera na Raia II - 2007
acrílico sobre tela , 100 x 150 cm, de © L. Silveira
http://www.luis-silveira.com/





PRIMAVERA NA RAIA II


«Aqui, a matriz é de oiro intenso
e o vento descuida o passaporte.
Manda o sol. E, com um pouco de sorte,
é a este lugar que eu pertenço.

Por agora, é na raia beirã que penso,
na Campina impressiva e forte.
Além, espanhas, o horizonte, o corte
umbilical, nivelado e denso.

Deixo no trigo, já segado, o meu olhar
diluir-se entre a filigrana e os lilases.
Regresso à terra, faço as pazes

com este chão materno que me implora
o verbo e a alma sem demora
e me obriga, mais uma vez, a sonhar. »


João de Sousa Teixeira

Dez. 2007




Música: "Horizon" - Aria. Vol.2

domingo, 2 de dezembro de 2007

Urze

Moitas
Arte Digital - Photos
Fotografia de © Armando Cardoso



A urze cresce rasteira pelos pinhais.

Entre o verde, surge pelas encostas.

Quase em silêncio, adivinha o calor,

Nos passeios alegres das crianças!

Em brincadeiras ou jogos de bola,

Refrescam os seus pés em ribeiros;

Nas águas límpidas, aquecidas pelo sol.





Quando olhei esta fotografia, revivi a infância.

Passeios a pé ou de bicicleta, pelos caminhos da minha aldeia.

Um dia, o fogo levou aquele encanto.

Pouco ficou do brilho da urze!

Negros, os fetos, as giestas e a esteva de flor branca.

Entre o pinhal perdido, queimado e esquecido!

(...)




Música: "Lullabye (Sviraj)" - Aria. Vol.2

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Flor do Campo

Flor do Campo - Fotografia de M.S. ( 2006)

Flor do Campo


Pedaços de terra esquecida,

Jardim de mil flores,

Semeado por mãos de menina.

Reflexos de um olhar,

No doce sorriso,

De quem sabe esperar!


Secretas pétalas,

No corpo do tempo.

A cor do vento,

Semeia novos caminhos...


Estrela do Mar,
Em corpo de Mulher,
Num desejo circular...

(Outubro 06)



Flor do Campo I


Esquecem algumas fragilidades e soltas
Germinam a cada instante, sem medos.
Docemente tomam forma, ganham vida.
Efémeras, penetram a terra no tempo,
Transformam suas tristezas numa dança.
Renovam-se naquela estranha claridade
Que se entranha silenciosa no novo dia!

Que lhes importa se um tempo vaidoso
Endureceu algumas das velhas árvores?
Altivas, rejeitam mudanças do novo dia!


Renovam-se a cada momento, voz estranha
Ora suave e calma, ou silenciosamente fresca
Na noite as embala e adormece, sem medos...
(Abril 07)





Flor do Campo I I


Algo maior te ligou ao chão, à terra,
Abraça o vento onde nasceste, flor.

De ouro vestida em pétalas de fogo,
Frágil, saboreias o brilho forte do sol.
O tempo certo, refrescará teu canto!
(Maio 07)


Flor do Campo I I I

O tempo certo, refrescará teu canto?
Repousas dessa tua viagem e suave
adormeces na terra que te viu nascer!

No silêncio, permaneces sob um manto
e deixas correr o tempo longo ou breve,
num olhar solto para além do horizonte.

Se tuas pétalas foram orvalho, noite ou luz
não foi só pelo lamento, também pela Vida!

Da terra esquecida, aqui te deixo, FLOR...

(1 Agosto 07)

Além do Horizonte

Flor do Campo IV


Mais que o querer falar (te)
das flores peço o teu perdão
Pelo tempo de alvos e puros
Esses, os cravos, em tua mão


Hoje são, vindas de longe,
outras cores ou ilusões, luz
feita sonho de urze no verso
Um tempo novo, em ti, seduz


(16 Nov. 07)







Música: Crepúsculo - (Coimbra - Espírito e Raíz)

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Primeiro dia...

Cavalos... - 2006
acrílico sobre tela , 70 x 70 cm, de L. Silveira




Sem cordas que os amarrem

a descoberta de novos campos
Sem memórias , livres correm
velozes ou a passo, por dias soltos






Musica: "O Primeiro dia..." * Sérgio Godinho

sábado, 6 de outubro de 2007

Retrato Antigo...


Retrato 1 © Armando Cardoso
(Solarização simples, a preto e branco )
*Photos

Olhou atenta aquele rosto
como se o visse pela primeira vez!
Ali estava, meio esquecido,
num canto da velha estante de nogueira.


Um retrato antigo...
Fotografia habilmente captada,
trabalhada e cheia de força!
Feita a preto e branco,
com o brilho de muitas cores d'Alma .

Há imagens que valem por mil palavras...
Há palavras que são um entrelaçado
de cores, sons...
Há rostos que nos deixam parados,
de olhar fixo.
Tentamos decifrar um sentimento,
um pensamento, fragilidades...

*

Não sei se é só o seu olhar,
se os lábios entreabertos,
na mão que afaga o rosto.
Uma expressão de mistério, de sedução
ou melancolia e solidão...
Um querer dizer ou ficar em silêncio!

O abraço que se dá, se espera,
lembra ou quer esquecer.
Um instante de vida,
na vida que se (não) tem,
deseja ou sonha.
Secreto pedido, um apenas,
envolto nos cabelos soltos.
A noite chegará lentamente?

*


(A noite chegará como sempre!
Não precisa de o esconder.
Na velha estante, permanecerá...
Meio esquecido, retrato antigo!
Só num olhar breve e fugidio .)
em 28 fevereiro o7




"May It Be" - * Enya

terça-feira, 2 de outubro de 2007