domingo, 29 de maio de 2016

Janelas


" Quando não posso falar,
Fico em silêncio!"


I
Encosto a mão,
Abro a janela, num movimento singular.
Percorro o espaço que dele me separa.
A árvore, seus braços convidam,
Chegar ao ramo mais alto,
Colher o fruto maduro e doce...

II
Encosto a janela,
Fecho as palavras no momento de partir.
Fica a linha do horizonte presa no olhar
E este espaço de palavras musica e imagem
Além do Horizonte ...

MJM

3 comentários:

Jaime Portela disse...

As janelas são sempre uma oportunidade...
Magnífico poema, mas já bem antigo.
Os meus sinceros votos de um FELIZ 2017, querida amiga Mª José.
Beijo.

DE-PROPOSITO disse...

Que a felicidade possivel esteja por aí.

Abraço
MANUEL

Henrique disse...


Há, ou pelo menos pareceu-me, um leve tom de regresso ao toque especial que tinha o teu antigo blog. E isso é, para mim, motivo de celebração, pois sempre achei uma lástima que tivesse terminado - embora entendesse os motivos, claro.
Saúdo aquilo que espero ter sido o teu regresso aquele jeito tão peculiar de ires dizendo. E desejo as maiores facilidades, sempre.