domingo, 7 de fevereiro de 2016

Verso livre







I.
Sentou-se ainda sem saber se valeria a pena o tempo da espera
mas foi dando corpo às palavras, formas breves e luminosas...
O verso soltando-se livre e depois aprisionado no branco papel.



II.

Pousou a caneta , soltou o olhar pelo papel ...
Leu e releu o verso preso ,instante revelado na dor.
Soprou a folha de papel e deixou-o ir com o vento.









1 comentário:

Henrique disse...


Que os versos, por função ou por arrasto, aprisionem com eles os momentos.
Porque, depois, sempre há as escolhas. Um sopro, e leva-os o vento. Um toque e guarda-os um outro tipo de memória, que afanosamente desenvolvemos, e que não é tanto assim pensada para os outros, mas para nós mesmos.
E agora que existe essa memória, como deixar de usá-la? Passamos a inventar pretextos para não fazer ?
Olha como meia dúzia de linhas num fundo chocolate fazem a diferença!