domingo, 29 de maio de 2016

Janelas


" Quando não posso falar,
Fico em silêncio!"


I
Encosto a mão,
Abro a janela, num movimento singular.
Percorro o espaço que dele me separa.
A árvore, seus braços convidam,
Chegar ao ramo mais alto,
Colher o fruto maduro e doce...

II
Encosto a janela,
Fecho as palavras no momento de partir.
Fica a linha do horizonte presa no olhar
E este espaço de palavras musica e imagem
Além do Horizonte ...

MJM

domingo, 27 de março de 2016

HORIZONTE







Horizontes





Deixou o seu olhar passear pelo campo em flor e guardou desse momento o que havia de bom para guardar. 

Todas as viagens, entre partidas e chegadas, serão sempre diferentes e únicas.

Dos novos ou velhos caminhos a percorrer, no desejo de sentir outros horizontes, há que dar lugar à vida nos seus instantes mais singelos.


sábado, 27 de fevereiro de 2016

CHOCOLATE

(6 dezembro 2013 - HP )


I
O AMOR É COMO O CHOCOLATE


II
Não digas nada !
SABOREIA A VIDA ...

III
Pode o Amor ser
Como o chocolate
Doce ou amargo 
Às vezes não há

Por vezes recebe-se
Outras há em que se dá
Recheado de frutos
licores ou embrulhado

Papel prateado o envolve
Vermelho ou noutra cor
Toma diferentes formas
Partilhado é bem melhor

IV
Esse coração que te dei
Na descoberta de sabores
Era chocolate apenas
Pousado na minha mão


Nem sempre o chocolate é
Como pode ser o Amor
Desembrulha-se e come-se
Saboreia-se e já não há

(Quero outro! Tens mais?)











domingo, 14 de fevereiro de 2016

domingo, 7 de fevereiro de 2016

Verso livre







I.
Sentou-se ainda sem saber se valeria a pena o tempo da espera
mas foi dando corpo às palavras, formas breves e luminosas...
O verso soltando-se livre e depois aprisionado no branco papel.



II.

Pousou a caneta , soltou o olhar pelo papel ...
Leu e releu o verso preso ,instante revelado na dor.
Soprou a folha de papel e deixou-o ir com o vento.









domingo, 10 de janeiro de 2016

Bucólico






Simples e discreta, escondida de ti , quase invisível,
A meio da encosta, lá adiante, aquela casinha branca.
Do lado de lá do ribeiro, do outro lado do caminho,
quem passe meio distraído, não a vê nem  adivinha!



Pequenos e suaves  pés prendem na terra aquela flor...
Bem te quero ó malmequer, nascido sem mal de amor.
Do lado de cá do ribeiro, deste lado do caminho,
quem passeie o olhar,  entra em casa de mansinho...



domingo, 3 de janeiro de 2016

FLOR DO CAMPO


Fotografia de MS


Pedaços de terra esquecida,
Jardim de mil flores,
Semeado por mãos de menina.
Reflexo de um olhar,
No doce sorriso,
De quem sabe esperar!

Secretas pétalas,
No corpo do tempo.
A cor do vento,
Semeia novos caminhos.
Estrela do Mar,
Em corpo de Mulher,
Num desejo circular...

(Out/2006)
.