domingo, 13 de dezembro de 2015

E o mar és tu!






De asas feridas, num cansaço feito de voos a pique,
ainda ouço o teu canto preso no batimento do mar.
Ouso contar para que a voz não se cale para sempre!

Por entre ondas ou naufragando na praia de um sono
perdido, fecho os olhos e a dança do silêncio flui,
espreita as estrelas que adormecem além do horizonte.

O dia amanhece, acorda todos os castelos da praia.
Como gaivotas, seguimos o voo e sorrimos à vida,
recusando  a morte da saudade, adormecida nas tuas mãos!








2 comentários:

Jaime Portela disse...

Gostei imenso do teu poema, é magnífico.
Obrigado pela tua visita ao meu rio sem margens, pois penso que terá sido a primeira (pelo menos com comentário).
Maria José, tem um bom fim de semana.
E um NATAL MUITO FELIZ, extensivo aos que te são mais queridos.
Beijo.

t3resopolis disse...

Delicia .. de estar, a alma tão nossa.
Beijinho GRANDE .
Continua por favor.
se faz favor.
t3