segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Memórias de Natal













Leva-me o pensamento para tempos distantes.


O musgo, suavemente retirado dos campos, fazia o chão verde e fresco do presépio.
As imagens eram colocadas a preceito e o Menino, rodeado de calor, naquela cabana  de pequenos troncos, parecia sorrir...
Descalços, os nossos pés dormiam presos ao sapato deixado junto à chaminé!
Um chocolate, uma boneca...
Havia sempre qualquer coisa, mesmo que pequenina!

Gostaria que todas as crianças pudessem ter um colo, um pedaço de pão, alegria e esperança.


A verdadeira essência desta época e da vida está nos gestos simples…
Um sorriso, o olhar de um rosto sereno, a bondade de quem sabe dar e receber.
É Natal!



1 comentário:

Henrique disse...

O musgo era na estrada para Malpica, e por baixo dele, às vezes, havia lacraus que acabavam com a festa rsss
Mas esse verde, esse cheiro de terra húmida, será sempre o cheiro de uma infância que há-de sobrepôr-se a uma velhice a quem não darei o direito de existir jamais. Não enquanto a memória for maior que eu e o tempo.
Beijinho. H