domingo, 21 de fevereiro de 2010

Um olhar pelo horizonte

Posted by Picasa




Lá fora chove!

O olhar perde-se pelo horizonte.

Aquecida pelo verde, mesmo em movimento, a tentação de registar os tons cinzentos de uma viagem, adivinhando sementes de papoilas que hão-de florir!

*








VOLTAREI À MINHA TERRA
Letra:Tiago Torres da Silva
Música: Armandinho
Arranjo: Pedro Jóia

Intérprete: Tereza Salgueiro

Voltarei à minha terra
quando já estiver cansada
do destino que me leva
a andar de estrada em estrada

por enquanto eu adivinho:
este destino que pra mim escolhi
vai chegando de mansinho
quando eu descubro o caminho
que me vai levar a ti

minha terra é a distãncia
minha casa é o segundo
em que eu lembro aquela ânsia
que me chega da infância
e me leva pelo mundo

por isso é que sou menina
e não vou mudar de idade
chamo terra à minha sina
e chamo casa à saudade

se o relógio se adianta
prende-me o fado à garganta
e obriga-me a cantar
como se a qualquer momento
se escutasse a voz do vento
nas profundezas do mar

mas se o ponteiro se atrasa
chamo terra e chamo casa
ao antes e ao depois,
quando seguimos sozinhos
vamos abrindo caminhos
onde às vezes cabem dois

5 comentários:

João de Sousa Teixeira disse...

É verdade que sim: a Primavera virá nem que chovam picaretas...

Beijinho
João

DE-PROPOSITO disse...

Uma foto!...
O verde, uma árvore e o nevoeiro escondendo-nos algo, ou, obrigando a nossa imaginação a visualizar algo, tal qual uma mancha de RORSCHACH.
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Fica bem.
E a felicidade por aí.
Manuel

KrystalDiVerso disse...

Passando para satisfazer a curiosidade de uma pobre Alma que leu um seu Poema soltado por aí!...
Continue publicando o que lhe vai na Alma e... cante! E assim, quem canta... muitos males espanta!

Aqui chegado, tomo de assalto sua paciência e, talvez em abuso, deixo-lhe aqui um modesto poema sobre a parte analfabeta que em mim existe;)... um perfeito analfabeto musical:(

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Nota Madrasta

Aquela nota madrasta,
Que por ti se atrai e arrasta,
Lavra branca de filhos em linha,
Cinco linhas de um olhar que basta,
Alegro marialva que de fininho definha,
Ressuscitando cada alma de nota sozinha,
Libertino triste que de ti se afasta!

Rouxinol de papel em poisos de pentagrama,
Solta pio escondido que cresce de mansinho
Trovão de elevada ode afogada na lama,
Substituída arte por arte de triste fama,
Canto lírico de tonto poeta sozinho,
Trinado falso de manhoso comezinho,
Falsa voz que o canto roubado clama!

Enteados geniais esbatidos na vaidade,
Esganiçados falsetes de opereta fugaz,
Piano mudo onde a voz jaz,
Afonia de tenores de sorte finada,
Por eles tão nobre arte desprezada!

Poalha de ouro em notas de poalha,
Poalha que baila em poalha de si,
Áudio poluto de poluta gralha,
Dó maior doído em queda nota de mi,
Forçado farfalho do fá que falha,
No só que denota notas de fado putedo,
Melodia escrava de chulo-pó traiçoeiro,
Desvanece-se relento pelo nevoeiro,
Desaparecendo na pauta rameira do enredo,
Tão misteriosa que por lá semeou o medo!

Aquela nota madrasta,
Espreitando da noite que a toca,
É nota envergonhada e gasta,
Composição de nota pura e casta,
Alegro triste que seus filhos invoca!





Boa Semana


Escolha entre... beijos e abraços

Manuel da Mata disse...

Olá!

Bj.

Filoxera disse...

Muito bem!
E o tipo de foto que eu adoro...
beijos.