terça-feira, 11 de agosto de 2009

MEU FADO DE ESTUDANTE ...

Aguarela de Paulo Santiago - Fev. 1980


Gotas leves molham o rosto
lavam o silêncio num olhar triste


Das paredes já disformes
palavras cristalinas reflectem luz
Do grito nascem lágrimas
que repousam nas mãos frias


Tarde de Inverno!


(1980)
.
.
Hoje sorrio ao lembrar esses tempos ( antes e depois de 1980).
Em Janeiro desse ano, a alegria do regresso a casa mas também a saudade dos amigos que nunca mais vi.
Novos desafios surgiram no horizonte ...
Outros "fados", um mesmo "destino", o meu!
.
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Madrededeus--Faluas do Tejo

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7 comentários:

João de Sousa Teixeira disse...

Tendo em conta a hora (7.30), é!
Vida de estudante em véspera de exame, é o que é...
Quanto ao resto, é uma óptima combinação.

Beijinho
João

DE-PROPOSITO disse...

lavam o silêncio num olhar triste
---------
O desfiar de um rosário de recordações. E a beleza de, algo simples.
------------
Fica bem.
E a felicidade pertinho de ti.
Manuel

Sinhã disse...

quentura nos dedos.:-)

Anónimo disse...

Ainda que gotas, molham-te o rosto
Lavam-te o silencio
Deixas o olhar triste
num novo alento
num novo instante

beijo

João de Sousa Teixeira disse...

Ainda cá volto...
É que por lágrima e para além da metáfora, sempre me lembro deste poema do Gedeão:

Lágrima de preta

Encontrei uma preta
que estava a chorar,
pedi-lhe uma lágrima
para a analisar.

Recolhi a lágrima
com todo o cuidado
num tubo de ensaio
bem esterilizado.

Olhei-a de um lado,
do outro e de frente:
tinha um ar de gota
muito transparente.

Mandei vir os ácidos,
as bases e os sais,
as drogas usadas
em casos que tais.

Ensaiei a frio,
experimentei ao lume,
de todas as vezes
deu-me o que é costume:

Nem sinais de negro,
nem vestígios de ódio.
Água (quase tudo)
e cloreto de sódio.

Beijinho
João

poeta_silente disse...

Oi, querida amiga.
Em primeiro lugar quero te pedir desculpas por não ter vindo antes. Estava por demais ocupada.
Tenho saudades.
De quantos prantos foram feitos os tecidos da nossa vida? Creio que sem eles não teríamos nossas vestes de hoje.
Querida. È assim. Ontem chorávamos. Hoje olhamos, com o olhar da sabedoria alcançada no decorrer do tempo, as lágrimas passadas.
Deus te abençoe!
Beijos ternos
Da amiga de sempre.
Miriam

muguet disse...

tão bom sorrir quando recordamos o passado, não é? :)))

e para sorrires também, aqui vai um do passado recente...
...beijo, com sabor a memória :)