quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Partir, andar...




O TEMPO
VIDA
AS HORAS
VENTO
O ANO
NOVO!


Palavras que dizemos

só porque nos fazem sentir bem...


Ou outras que calamos para não falar

do que parece sempre igual.

Que isto vai bem...

Ou até vai mal?

E os Anos Velhos ficam esquecidos?


Pois bem , nem tudo vai mal?


Ora, ainda bem !


PARTIR
ANDAR
PERMANECER
FALAR
NADA DIZER!
TUDO DESEJAR...

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CAMINHANDO PARA 2010



UM FELIZ ANO NOVO!

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quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Nasce mais uma vez...

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Posted by Picasa


«Nasce mais uma vez
Menino Deus
Não faltes, que me faltas
Neste inverno gelado.
Nasce nu e sagrado
no meu poema,
se não tens um presépio
Mais agasalhado »

Miguel Torga





Natal é...
*
FELIZ NATAL !

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Vida - divagações breves III




DA LUZ...


Quando olhares o céu,
uma estrela é sempre mais brilhante,
transforma o escuro em luar.
Quando ouvires uma melodia triste,
ao amanhecer, o canto do rouxinol
tudo inverte!


Se uma mágoa quiser apoderar-se de ti,
deixa o quente do sol beijar-te o rosto.
Se tiveres as mãos vazias deposita nelas
a suave cor, o toque de uma rosa.
(21 janeiro 2007)




*

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terça-feira, 11 de agosto de 2009

MEU FADO DE ESTUDANTE ...

Aguarela de Paulo Santiago - Fev. 1980


Gotas leves molham o rosto
lavam o silêncio num olhar triste


Das paredes já disformes
palavras cristalinas reflectem luz
Do grito nascem lágrimas
que repousam nas mãos frias


Tarde de Inverno!


(1980)
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Hoje sorrio ao lembrar esses tempos ( antes e depois de 1980).
Em Janeiro desse ano, a alegria do regresso a casa mas também a saudade dos amigos que nunca mais vi.
Novos desafios surgiram no horizonte ...
Outros "fados", um mesmo "destino", o meu!
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Madrededeus--Faluas do Tejo

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sábado, 1 de agosto de 2009

FADO DO ESTUDANTE

(também conhecido pelo nome "fado do Vasquinho")

«Que negra sina ver-me assim
Que sorte vil degradante
Ai que saudade eu sinto em mim
Do meu viver de estudante

Nesse fugaz tempo de Amor
Que de um rapaz é o melhor
Era um audaz conquistador das raparigas
De capa ao ar cabeça ao léu
Só para amar vivia eu
Sem me ralar e tudo mais eram cantigas.

Nenhuma delas me prendeu
Deixá-las eu era canja
Até o dia em que apareceu
Essa traidora da franja

Sempre a tinir sem um tostão
Batina a abrir por um rasgão
Botas a rir ,um bengalão e ar descarado
A vadiar com outros mais
Ia dançar para os arraiais
Para namorar beber, folgar, cantar o fado

Recordo agora com saudade
Os calhamaços que eu lia
Os professores da faculdade
E a mesa da anatomia

Invoco em mim recordações
Que não têm fim dessas lições
Frente ao jardim do velho campo de Santana
Aulas que eu dava e se eu estudasse
Onde ainda estava nessa classe
A que eu faltava sete dias por semana

O Fado é toda a minha fé
Embala, encanta e inebria
Pois chega a ser bonito até
Na radio - telefonia

Quando é tocado com calor
Bem atirado e a rigor
É belo o Fado, ninguém há que lhe resista
É a canção mais popular, tem emoção faz-nos vibrar
Eis a razão de eu ser Doutor e ser Fadista»


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O "Fado do estudante" foi interpretado pela primeira vez por Vasco Santana no filme "A Canção de Lisboa" de Cottinelli Telmo.

Realizado em 1933, foi o primeiro filme sonoro feito em Portugal.



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quinta-feira, 9 de julho de 2009

Vida - divagações breves II



Guarda-jóias de minha Mãe

...era uma caixinha com aplicações de madrepérola, o guarda-jóias que poderia estar em cima de uma cómoda, no quarto de minha mãe. Talvez com anéis, pulseiras e , quem sabe, algum bilhete especial, bem dobrado e guardado cuidadosamente....

Aquele guarda- jóias não era meu mas cuidava-o como se o fosse! Não tinha ouro ou missangas, bilhetes nem segredos ; apenas os pequenos espelhos, divisórias em veludo vermelho, a bailarina e um botão de corda!

Pé ante pé, quantas vezes me escondi num cantinho da sala grande para lhe tocar. Devagarinho, levantava a tampa e via aquela bailarina vestida de tule rosa. Rodava, rodopiava e eu não me cansava de a olhar! Repetia vezes sem conta o mesmo gesto de lhe dar corda para mais um instante mágico de dança....

Hoje ainda está no mesmo lugar. Quando o vejo, nem sempre o abro... Olho e sorrio para mim.Por breves instantes relembro esses tempos, outros tempos, de menina.

Talvez haja um tempo certo para sentir a magia de uma caixinha de música (ou não!) .

Há lembranças que ficam, sempre.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Vida - divagações breves I




Musica "Papa Can You Hear Me?"


Chuva ou sol nem sempre importa!
O tempo que faz não corresponde ao tempo que temos ou inventamos ,se queremos!

Damos a desculpa da falta de tempo quando"chove" e o chapéu de chuva é só nosso...
não podemos molhar o rosto?!

E mesmo se faz sol, escondemo-nos na primeira sombra ( até de nós mesmos), num recanto qualquer!

Quando nos revelamos como podemos ou queremos, soltam-se pedaços do que somos e percebemos que o tempo também nos pertence! No abraço dado,o momento de um passeio ,
nas cumplicidades, o Viver...

Momentos felizes algumas vezes são feitos de gestos simples, no crer e querer!

( perdi o meu chapéu de chuva!!)


quarta-feira, 1 de abril de 2009

Corpo de Poema

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Capa do livro - "Ro(s)tos do meu País"
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Com "CORPO DE POEMA " nasce um novo espaço.
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Transcrevo :
"Foi em Maio de 1972 – sim, não tarda, há 37 anos – que o Ambrósio concebeu a capa e o arranjo gráfico dos versos que em livro primeiro atirei à rua. É justo aqui salientar o Ambrósio Ferreira pelo seu desvelo, mas foram mais os que se empenharam nesta quase conspirativa ideia de lançar um livro de poemas de combate, contra medos, ventos e marés."
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Não vou falar da obra do Poeta que é vasta e rica não só na poesia como nas crónicas que sempre gostei de ler.
Tenho aqui dois dos livros publicados. "Ro(s)tos do meu País"e "Rebuçados, Caramelos e Sonetos"
Deste último, deixo-vos um "Rebuçado"
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Na minha modesta opinião
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"Para quê teimar,
se digo sim e você não.
Uma coisa é opinar
outra é ter razão.
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Uso do contraditório,
admito.
Sempre dá mais falatório
e, se fizer falta, repito.
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Em vez de bomba, botija;
em vez de bronco, bronquite.
Mas, 'spere aí, não se aflija,
é apenas um palpite.
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Isto de opinar tem
muito que se lhe diga:
o doador é quem
com a doação fica."
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Em: Rebuçados, Caramelos & Sonetos"
João de Sousa Teixeira

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Castelos no ar ...

Fotografia de Martina Skorob
"Dandelion"
"Ninguém vê
O dia a nascer
O amanhecer
Ninguém vê
A vida acontecer
Ninguém faz castelos
No ar
E não há quem queira
Sonhar
Já ninguém pára
P'ra ver em vez de olhar
Já não há
Quem repare no luar"
(Da letra de: "Castelos no ar" )
Fotografia de Martina Skorob
" princeza petra voli maslacke"

I

"Hoje fiz de conta
Que o mundo era meu
Quis pinta-lo alegre
Como eu
Mostrar a toda gente
O que estava a sentir
Como as coisas simples
Nos fazem sorrir
II
Hoje fiz de conta
Que tinha o mundo na mão
Quis que não fosse um deserto
De solidão
Toda gente corre
Sem saber
E passa pela vida
Sem viver"
(...)

(Da letra de : "Castelos no ar")

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Música:" Castelos no ar"
Rita Guerra



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